http://acciomagia.blogspot.com/

Elenco tentando falar "É nóis que voa, bruxão!"

Veja o vídeo da entrevista que o Acesso MTV faz do elenco de Harry Potter tentando falar "É nóis que voa, bruxão!

Especial: Casas de Hogwarts

Veja várias informações sobre Grifinória, Lufa-Lufa, Sonserina e Corvinal!

Receitas de comidas e bebidas que aparecem durante a saga

Aprenda a fazer cerveja amanteigada, sapos de chocolate e muito mais!

Vai uma carta aí?

Leia um post especial sobre corujas!

Links relacionados à Harry Potter

Veja links úteis relacionados à Harry Potter, como "Faça o teste das casas" e "Descubra seu patrono"!

Cenários de HP para MSN

Bom, vou postar uns de HP aqui para vocês, eu sei que às vezes nós potterianos queremos colocar uma foto e ela não aparece toda, então vou postar alguns aqui, e se quiserem pedir também pode, coloquem no comentário o link da foto que querem, e assim que eu fazer (se eu conseguir -q) eu posto no início da postagem! ^^

INSTRUÇÕES: salve a imagem clicando com o botão direito do mouse, depois vá no seu msn, e posicione o mouse no canto direito da tela, perto do botão de fechar a janela, vai aparecer um pincel de "Alterar seu cenário", clique nele, depois clique em "Procurar..." na janela que vai abrir, procure onde você salvou seu cenário, selecione ele, depois clique em "Aplicar"!


























Revelações de HP - J.K. Rowling:


- Kingsley assumiu o poder definitivamente como Ministro da Magia e lutou para acabar com os preconceitos.
- Harry vira Auror.
- King’s Cross é um tipo de passagem entre a vida e a morte, espécie de um limbo.
- Winky (elfo-doméstico) continua em Hogwarts e foi uma das criaturas que lutou contra os Comensais da Morte.
- Hermione trabalhou depois de Hogwarts no Departamento para a Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas e conseguiu grandes avanços pelos direitos dos elfos domésticos. Depois que passou a trabalhar na Execução das Leis da Magia virou grande defensora das leis contra opressão aos nascidos trouxas.
- Teddy Lupin foi criado com sua avó, Andrômeda Tonks como Neville, mas Teddy sim teve a presença do padrinho.
- Rony se juntou à Jorge com as Gemialidades Weasleys antes de virar auror.
- The Pardoner’s Tale, escrito por Chaucer foi provavelmente de onde J.K. Rowling tirou a idéia das Relíquias Mortais.
- Luna se casou com um naturalista neto do autor de Animais Fantásticos e Onde Habitam, Newt Scamander.
- Duda, quando atacado por dementadores, se viu do jeito que ele realmente era e isso o fez mudar.
- Lupin foi assassinado por Dolohov, e Tonks por Bellatriz Lestrange.
- Snape não teve um quadro dele em Hogwarts, pois ele saiu antes mesmo de morrer, mas isso não quer dizer que Harry não tenha dado um jeitinho para um quadro dele ser incluído na sala.
- Percy voltou a trabalhar no ministério em um cargo de alto escalão ao lado de Kingsley.
- Griphook tinha mentido, Griffyndor não roubou a espada dos duendes.
- Dementadores não são mais guardas de Azkaban, isso era uma marca de corrupção do ministério, e eles estão sendo isolados para que o número deles diminua bastante.
- Jorge ficou tão abalado com a morte de seu irmão gêmeo que jamais se recuperou totalmente, mas nomeou o seu filho de Fred.
- Dumbledore via, na verdade, sua família feliz no Espelho de Ojesed.
- Rowling acha Snape um “anti-herói”.
- Dumbledore aprendeu a falar a língua de cobras, isso não era um dom natural dele. 
- Lockhart nunca voltará a seu estado normal.
- Harry se certificou de avisar ao ministério que Snape era um homem de Dumbledore não um canalha de Voldemort, porém, Rita não deixaria de escrever “Snape: Safado ou Santo?”.
- Teddy Lupin não é um lobisomem, ele é um metamorfago, como Tonks.
- As mortes das horcruxes de Voldemort foram: Diário - Murta-que-Geme. Taça - Hepzibah Smith. Medalhão - um trouxa mendigo. Nagini – Bertha Jorkins. Tiara - um camponês da Albânia. Anel - Tom Riddle pai.
- Dementadores não têm alma.
- Harry não entregou o Mapa do Maroto para nenhum filho, mas Tiago, o mais velho, provavelmente o roubou da mesa do seu pai.
- Harry perdeu a habilidade de falar com cobras.
- O bicho-papão de Dumbledore é o cadáver de sua irmã.
- Umbridge foi presa por maltratar nascidos trouxas.
- O tempo se tornou melhor depois que Voldemort morreu (sim, literalmente falando, ficou mais ensolarado sem os dementadores), mas isso não quer dizer que depois dele não tenham havido outros bruxos das trevas.
- Os nascidos trouxas provavelmente têm um bruxo ou bruxa em algum lugar na árvore genealógica, mesmo sendo há gerações atrás.
- Minerva não era apaixonada por Alvo.
- Narcisa Malfoy nunca foi uma Comensal da Morte.
- Sr. Weasley consertou a moto de Sirius e agora ela é de Harry.
- O capítulo preferido de Rowling é o 34º (The Forest Again = A Floresta mais uma vez).
- Vítor Krum se apaixonou por uma búlgara.
- Harry e seus amigos terão suas histórias em cartões de Sapos de Chocolates, e esse será o momento mais sublime da vida de Rony de acordo com ele próprio.
- Os capítulos “The Elder Wand” e “The Peverell Quest” poderiam ser nomes do livro, mas JK acha a palavra BUSCA muito brega. - O patrono de Rowling poderia ser uma lontra ou um cachorro enorme.
 - O Pasquim voltou, continuando com seu tom lunático, e normalmente sendo vista como uma revista cômica.
- Winky não está bebendo tanto ultimamente.
- Voldemort nunca amou ninguém, apenas o poder. 
- A marca de traidora de Marieta saiu, mas deixou cicatrizes.
- I did it my way, de Frank Sinatra seria a música perfeita para o enterro de Dumbledore, segundo J.K. Rowling.
- Era pro Sr. Weasley ter morrido no 5º livro, mas a J.K mudou de idéia pois achava que faltava no livro pais exemplares então decidiu deixá-lo vivo, mas optou por matar Lupin e Tonks, para mostrar a crueldade da guerra, que faz com que muitos pais deixem seus filhos pra trás. Na primeira guerra ela cita o exemplo do Harry e agora o exemplo do Teddy.
- Ela nunca pensou em matar o Hagrid, sequer cogitou essa opção. Desde o primeiro livro ela já imaginava a cena do Hagrid saindo da Floresta Proibida carregando o “corpo do Harry”. O que ela quis passar com isso seria algo como: Hagrid introduziu o Harry no mundo mágico, e com essa cena dele carregando o suposto cadáver representaria Hagrid “tirando” o Harry do mundo mágico, ou algo assim.
- Logo depois do lançamento de HP e a OdF, J.K encontrou com um fã que teve um passado bem dramático (em relação aos pais, parece que os perdeu também. Ela não deixou explícito isso na entrevista ), e esse menino falou pra ela que esperava que o Sirius, Dumbledore e Hagrid não morressem, por causa do paternalismo que eles tinham em relação ao Harry.
- No dia do lançamento do último livro ela se encontrou com dois fãs vestidos como Lupin e Tonks e se sentiu péssima imaginando-os quando lessem o livro.
- Os Malfoys não foram presos após a guerra pois se arrependeram de verdade.
- JK confirma que Harry e Voldemort são mesmo parentes distantes.
- Dumbledore jamais viu Harry sob a capa da invisibilidade, ele apenas usava um feitiço chamado Homenum Revelio que denunciava a presença de outra pessoa.
- Gina foi capitã do Harpias de Holyhead durante muitos anos, e então ao se aposentar passou a escrever sobre quadribol no Profeta Diário. 
- A “essência dividida” no quinto livro é o momento em que Dumbledore percebe que Nagini tem mesmo um pedaço da alma de Voldemort, e por isso Harry podia ver tanto pela cabeça dele quanto pela cabeça da cobra.
- Uma varinha tem mais facilidade de funcionar bem se for entre gerações de uma mesma família, como no caso de Neville, do que se ela for escolhida aleatoriamente.
- Umbridge foi capaz de produzir um patrono usando o medalhão porque ela já é tão má que as energias negativas dele não a afetaram, como aconteceu com Harry.
- A sala comunal da Lufa-lufa tem sua entrada próxima das cozinhas, acessada através de uma pintura de natureza morta. É agradável e simpática, com tapeçarias amarelas e poltronas gordas, e para se chegar aos dormitórios se passa por túneis subterrâneos, e os quartos têm portas perfeitamente redondas, como um barril.
- JK havia previsto que a pessoa que faria mágica tardiamente iria para Hogwarts sem nunca antes ter realizado um feitiço, mas ela mudou de idéia quando escrevia o terceiro livro.
- Foi Rabicho quem recuperou a varinha de Voldemort após o que aconteceu na noite em que tentou matar Harry.
- Voldemort ter sido concebido através de uma poção de amor é uma simbologia ao fato que ninguém deve vir ao mundo se não for em um relação amorosa de verdade.
- Voldemort jamais pensou que alguém descobriria sobre suas Horcruxes, pois sempre se achou mais inteligente que todos. Foi isso que fez Regulus conseguir descobri-las (lembrando que não foi Voldemort quem as inventou).
- Se Snape não fosse tão ligado as Artes das Trevas, JK acredita que haveria uma chance de Lílian se apaixonar por ele, mas ela sempre o amou como amigo.
- A maior tentação de JK se pudesse escolher uma das relíquias seria optar pela pedra.
- A partida de Fawkes no fim do sexto livro é uma simbologia ao fato de que a morte de Dumbledore levaria embora algo de bom de Hogwarts.
- Colin não estudava mais em Hogwarts, ele chegou ali também a partir da entrada no Cabeça de Javali. 
- O terceiro cheiro que Hermione sentiu na poção do amor na sala de Slughorn foi o cheiro do cabelo de Rony.
- Sonserina se tornou menos diluída, mas sua má fama permanece.
- Ser o Mestre da Morte significa aceitar a morte, e não domina-la.
- Petúnia sempre soube que seu desagrado pelo mundo da magia nasceu da inveja.
- Abertforth comprou o espelho de Mundungo no mesmo dia em que Harry o viu em Hogsmeade no sexto livro.
- Tiago sempre suspeitou dos sentimentos de Snape por Lílian, e isso foi fator dominante na raiva que sentia dele.
- Harry e Draco jamais chegaram a ser amigos, apesar de Harry saber que Draco jamais mataria Dumbledore, e de Draco ser eternamente grato a Harry por ter salvo sua vida.
- Quirrel ensinou por muitos anos em Hogwarts em Estudo dos Trouxas, e a maldição na matéria de Defesa contra as Artes das Trevas acabou.
- Dumbledore entendia e gostava de Rony mais do que o garoto jamais imaginou.
- Firenze foi aceito de volta a seu bando, e os centauros passaram a aceitar que os pensamentos pró-humanos dele eram honrados.
- A morte de Edwiges representa a perda da inocência e da segurança.
- JK se recusou a dizer qual encantamento é usado para criar uma Horcrux, dizendo que algumas coisas são melhores se não-ditas.
- Snape era o único comensal da morte capaz de produzir um patrono, pois patronos só lutam contra coisas que os comensais não consideram perigosas.
- A marca negra dos comensais que ficaram vivos irá se converter em uma cicatriz normal.
- Bellatriz nunca amou o marido, seu grande amor sempre foi Voldemort.
- Snape entrou na casa de Sirius antes de Moody ter colocado os feitiços contra ele. 
- Harry e Voldemort eram descendentes dos Peverell,.
- Dumbledore era gay. Apaixonado por Grindelwald.

Veja vídeo da despedida do elenco

Despedida do elenco da série Harry Potter que havia sido revelado num especial tailandês sobre o novo filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. No emocionante vídeo, os atores dizem adeus aos estúdios em seus últimos dias de filmagens. (Legendado)!






Trilha sonora de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Faixas do CD / Lista das Músicas:


1. Lily’s Theme
2. The Tunnel
3. Underworld
4. Gringotts
5. Dragon Flight
6. Neville
7. A New Headmaster
8. Panic Inside Hogwarts
9. Statues
10. The Grey Lady
11. In the Chamber of Secrets
12. Battlefield
13. The Diadem
14. Broomsticks and Fire
15. Courtyard Apocalypse
16. Snape’s Demise
17. Severus and Lily
18. Harry’s Sacrifice
19. The Resurrection Stone
20. Harry Surrenders
21. Procession
22. Neville the Hero
23. Showdown
24. Voldemort’s End
25. A New Beginning



O Conto dos Três Irmãos



Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada deserta e tortuosa ao anoitecer.
Depois de algum tempo, os irmãos chegaram a um rio fundo demais para vadear e perigoso demais para atravessar a nado. Os irmãos, porém, eram versados em magia, então simplesmente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Já estavam na metade da travessia quando viram o caminho bloqueado por um vulto encapuzado.
E a morte falou. Estava zangada por terem lhe roubado três vítimas, porque o normal era os viajantes se afogarem no rio. Mas a morte foi astuta. Fingiu cumprimentar os três irmãos por sua magia, e disse que cada um ganharia um prêmio por ter sido inteligente o bastante para lhe escapar.
Então, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu a varinha mais poderosa que existisse: uma varinha que sempre vencesse os duelos para seu dono, uma varinha digna de um bruxo que derrotara a Morte! Ela atravessou a ponte e se dirigiu a um vetusto sabugueiro na margem do rio, fabricou uma varinha de um galho da árvore e entregou-a ao irmão mais velho.
Então, o segundo irmão, que era um homem arrogante, resolveu humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de restituir a vida aos que ela levara. Então a Morte apanhou uma pedra da margem do rio e entregou-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra tinha o poder de ressuscitar os mortos.
Então, a Morte perguntou ao terceiro e mais moço dos irmãos o que queria. O mais moço era o mais humilde e também o mais sábio dos irmãos, e não confiou na Morte. Pediu, então, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido por ela. E a Morte, de má vontade, lhe entregou a própria Capa da Invisibilidade.
Então, a Morte se afastou para um lado e deixou os três irmãos continuarem a viagem e foi o que eles fizeram, comentando, assombrados, a aventura que tinham vivido e admirando os presentes da Morte.
No devido tempo, os irmãos se separaram, cada um tomou um destino diferente.
O primeiro irmão viajou uma semana ou mais e, ao chegar a uma aldeia distante, procurou um colega bruxo com quem tivera uma briga. Armado com a varinha de sabugueiro, a Varinha das Varinhas, ele não poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Deixando o inimigo morto no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem, onde se gabou, em altas vozes, da poderosa varinha que arrebatara da própria Morte, e de que a arma o tornava invencível.
Na mesma noite, outro bruxo aproximou-se sorrateiramente do irmão mais velho enquanto dormia em sua cama, embriagado pelo vinho. O ladrão levou a varinha e, para se garantir, cortou a garganta do irmão mais velho.
Assim, a Morte levou o primeiro irmão.
Entrementes, o segundo irmão viajou para a própria casa, onde vivia sozinho. Ali, tomou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos e virou-a três vezes na mão. Para sua surpresa e alegria, a figura de uma moça que tivera esperança de desposar antes de sua morte precoce surgiu instantaneamente diante dele.
Contudo, ela estava triste e fria, como que separada dele por um véu. Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais, seu lugar não era ali, e ela sofria. Diante disso, o segundo irmão, enlouquecido pelo desesperado desejo, matou-se para poder verdadeiramente se unir a ela.
Então, a Morte levou o segundo irmão.
Embora a Morte procurasse o terceiro irmão durante muitos anos, jamais conseguiu encontrá-lo. Somente quando atingiu uma idade avançada foi que o irmão mais moço despiu a Capa da Invisibilidade e deu-a de presente ao filho. Acolheu, então, a Morte como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado, e, iguais, partiram desta vida.

Babbity, a Coelha, e o Toco que Cacarejava



Há muitos e muitos anos, em uma terra muito distante, vivia um rei apalermado que decidiu que somente ele devia ter poderes mágicos. Assim, ordenou que o chefe do seu exército formasse uma Brigada de Caçadores de Bruxos, e equipou-a com uma matilha de ferozes cães negros.
Ao mesmo tempo, determinou que em cada aldeia e cidade de suas terras fosse lida a seguinte proclamação: "O rei procura um Instrutor de Magia.” Nenhum bruxo ou bruxa ousou se candidatar ao cargo, pois estavam todos escondidos da Brigada de Caçadores de Bruxos. Entretanto, um astucioso charlatão, sem qualquer poder mágico, viu nisso uma chance de enriquecer e apresentou-se ao palácio como um bruxo de enorme perícia. O charlatão executou alguns truques simples que convenceram o rei dos seus poderes mágicos, e foi imediatamente nomeado Grande Feiticeiro-Chefe, Mestre Régio de Magia.
O charlatão pediu ao rei que lhe desse um polpudo saco de ouro para ele poder comprar varinhas e outros materiais mágicos necessários. Pediu, ainda, vários rubis graúdos para serem usados no lançamento de feitiços curativos e uns dois cálices de prata para guardar e maturar poções. Tudo isso o apalermado rei lhe entregou.
O charlatão guardou o tesouro a salvo em sua própria casa e voltou aos jardins do palácio. Ele não sabia, no entanto, que estava sendo observado por uma velha que vivia em um casebre na periferia dos jardins do palácio.
Seu nome era Babbitty, e ela era uma lavadeira que mantinha as roupas de cama e mesa do palácio macias, cheirosas e alvas. Espreitando por trás dos lençóis que secavam no varal, Babbitty viu o charlatão partir dois galhinhos de uma das árvores do rei e desaparecer no interior do palácio.
O charlatão entregou um dos gravetos ao rei e lhe garantiu que era uma varinha de formidável poder.
— Mas somente produzirá resultados — disse o charlatão — quando o senhor se mostrar merecedor.
Toda manhã o charlatão e o apalermado rei saíam aos jardins onde agitavam suas varinhas e bradavam disparates para o céu. O charlatão tinha o cuidado de executar mais truques, de modo a manter o rei convencido da perícia do seu grande feiticeiro e do poder das varinhas que tinham lhe custado tanto ouro.
Certa manhã, quando o charlatão e o rei apalermado faziam floreios com suas varinhas, pulava em círculos e entoavam rimas sem sentido, uma grande gargalhada chegou aos ouvidos do rei.
Babbitty, a lavadeira, apreciava o rei e o charlatão da janela de sua casinha, e gargalhava com tanto gosto que não tardou a desaparecer de vista, fraca demais para continuar de pé.
— Devo parecer muito indigno para fazer a velha lavadeira dar tantas risadas — disse o rei. Ele parou de pular e agitar a varinha e enrugou a testa. - Estou cansado de praticar! Quando estarei pronto para realizar feitiços régios diante dos meus súditos, feiticeiro?
O charlatão tentou tranquilizar seu discípulo, assegurando-lhe que logo seria capaz de feitos mágicos surpreendentes. Porém, as gargalhadas de Babbitty incomodaram o rei mais do que o charlatão imaginava.
— Amanhã — disse o rei —, convidaremos nossa corte para assistir ao seu rei realizar mágicas!
O charlatão viu que chegara a hora de apanhar seu tesouro e fugir.
— Ai de mim, será impossível! Esqueci-me de informar Vossa Majestade que preciso sair amanhã em uma longa viagem...
— Se você deixar este palácio sem a minha permissão, feiticeiro, minha Brigada de Caçadores de Bruxos o perseguirá com os seus cães! Amanhã de manhã você me ajudará a realizar mágicas diante dos nossos lordes e damas, e se alguém rir de mim mandarei decapitá-lo!
O rei entrou enfurecido no palácio, deixando o charlatão só e amedrontado. Agora nem toda a sua astúcia seria capaz de salvá- lo, pois não poderia fugir nem tampouco ajudar o rei com a magia que nenhum dos dois conhecia.
Procurando uma válvula para aliviar seu medo e raiva, o charlatão se aproximou da janela de Babbitty, a lavadeira. Espiando para dentro da casa, viu a velhinha sentada à mesa, encerando uma varinha. Em um canto às suas costas, os lençóis do rei estavam se lavando sozinhos em uma tina de madeira.
O charlatão compreendeu imediatamente que Babbitty era uma bruxa genuína, e que, tendo lhe causado aquele terrível problema, poderia também resolvê-lo.
— Sua bruxa velha! — berrou o charlatão. — Sua gargalhada me custou caro! Se não me ajudar, vou denunciá-la, e você é que será despedaçada pelos cães do rei!
A velha Babbitty sorriu para o charlatão e tranquilizou-o, dizendo que faria tudo em seu poder para ajudá-lo. O charlatão lhe deu instruções para se esconder em uma moita enquanto o rei apresentava o seu espetáculo de magia, e para executar os feitiços do rei sem que ele soubesse. Babbitty concordou com o plano, mas fez uma pergunta.
— E, meu senhor, se o rei tentar um feitiço que Babbitty não seja capaz de realizar?
O charlatão zombou.
— A sua mágica é superior à imaginação daquele tolo — garantiu- lhe o homem e se retirou para o castelo muito satisfeito com a própria esperteza.
Na manhã seguinte todos os lordes e damas do reino se reuniram nos jardins do palácio. O rei subiu a um palco à frente deles acompanhado pelo charlatão.
— Primeiro, farei o chapéu dessa dama desaparecer! — anunciou o rei, apontando o seu galhinho para uma dama.
Do meio de uma moita próxima, Babbitty apontou a varinha para o chapéu e o fez sumir. Grande foi o espanto e a admiração da nobreza e forte o seu aplauso para o jubiloso rei.
— A seguir, farei aquele cavalo voar! — anunciou o rei, apontando o galhinho para o próprio ginete.
Do meio da moita, Babbitty apontou a varinha para o cavalo e o animal se elevou no ar. Os nobres ficaram ainda mais arrebatados e surpresos, e, aos gritos, manifestaram o seu apreço pelo rei mágico.
— E, agora — disse o rei, correndo o olhar ao redor em busca de uma idéia; e o capitão de sua Brigada de Caçadores de Bruxos correu para o rei.
- Majestade — disse o capitão — esta manhã, Sabre morreu depois de comer um cogumelo venenoso! Ressuscite-o, majestade, com a sua varinha!
E o capitão carregou até o palco o corpo sem vida do maior dos cães caçadores de bruxos.
O apalermado rei brandiu o seu galhinho e apontou para o cão morto. Mas, no meio da moita, Babbitty sorriu, e não se deu sequer o trabalho de erguer a varinha, porque nenhuma mágica é capaz de ressuscitar os mortos.
Ao ver que o cão continuava imóvel, os nobres começaram primeiro a murmurar e depois a rir. Desconfiaram que os primeiros dois feitos do rei, afinal, não tinham passado de simples truques.
Por que não está funcionando? — gritou o rei para o charlatão, que recorreu ao último ardil que lhe restava.
Ali, majestade, ali! — gritou ele, apontando para a moita onde Babbitty estava escondida. — Vejo-a claramente, a bruxa má que está bloqueando a nossa magia com os seus próprios feitiços malignos! Prenda-a, alguém, prenda-a!
Babbitty fugiu da moita, e a Brigada de Caçadores de Bruxos saiu em sua perseguição, soltando os cães, que latiram longamente, sedentos pelo sangue da bruxa. Mas, ao alcançar uma sebe baixa, a bruxa desapareceu de vista, e quando o rei, o charlatão e todos os cortesãos chegaram ao outro lado, encontraram a matilha caçadora latindo e escarafunchando ao redor de uma árvore velha e curvada.
— Ela se transformou em uma árvore! — berrou o charlatão e, temendo que Babbitty retomasse sua forma humana e o denunciasse, acrescentou:
— Derrube-a, Vossa Majestade, é assim que se lida com bruxas más!
Imediatamente trouxeram um machado, e a velha árvore foi abatida com sonoros vivas dos cortesãos e do charlatão. Entretanto, quando se preparavam para retornar ao palácio, o som de uma gargalhada os fez parar de estalo.
— Tolos! — exclamou a voz de Babbitty do toco que eles haviam deixado para trás. — Bruxos e bruxas não podem ser mortos rachando-os ao meio! Se não acreditam em mim, peguem o machado e cortem o grande feiticeiro ao meio!
O capitão da Brigada de Caçadores de Bruxos se apressou a fazer a experiência, mas, quando ergueu o machado, o charlatão caiu de joelhos pedindo misericórdia e confessando toda a sua maldade. Ao vê-lo sendo arrastado para a masmorra, o toco de árvore gargalhou mais alto que nunca.
— Quando cortou uma bruxa ao meio, Vossa Majestade desencadeou uma terrível maldição sobre o seu reino! — disse o toco ao rei aterrorizado. - De hoje em diante, cada maldade que o senhor infligir aos meus companheiros bruxos se refletirá como uma machadada do lado do seu corpo, até o senhor desejar morrer.
Ao ouvir isso, o rei também caiu de joelhos e disse ao toco que faria imediatamente uma proclamação, protegendo todos os bruxos do seu reino e deixando-os praticar sua magia em paz.
— Muito bem — disse o toco —, mas o senhor ainda não compensou Babbitty!
— Farei qualquer coisa, qualquer coisa que pedir! — exclamou o apalermado rei, torcendo as mãos diante do toco.
- O senhor construirá uma estátua de Babbitty em cima de mim, em memória da sua pobre lavadeira, para lembrá-lo para sempre de sua própria tolice! — ordenou o toco.
O rei concordou imediatamente e prometeu contratar o maior escultor da terra para fazer uma estátua de ouro puro. Depois o envergonhado rei e toda a nobreza retornaram ao palácio, deixando o toco dando gargalhadas às suas costas. Quando os jardins se esvaziaram novamente, esgueirou-se do buraco entre as raízes do toco uma velha coelha robusta e bigoduda com uma varinha presa entre os dentes. Babbitty saiu saltando pelos jardins para muito longe, a estátua de ouro da lavadeira, que recobria o toco, durou para sempre, e nunca mais os bruxos foram perseguidos naquele reino.